Casos de chikungunya na região acende alerta em Araxá

Mai 11, 2026 - 16:24
 0
Casos de chikungunya na região acende alerta em Araxá

A confirmação de dois novos casos de chikungunya em Araxá acende um alerta da Vigilância em Saúde. O cenário preocupa diante do avanço da doença em cidades da região. Uberlândia, Ituiutaba e Uberaba enfrentam aumento expressivo de casos e esta última, inclusive, já registrou uma morte pela doença em 2026. Dados da Vigilância Epidemiológica apontam que Araxá registrou 10 casos positivos de chikungunya em 2024, nenhum em 2025 e voltou a confirmar dois casos em 2026. Em relação à dengue, o município contabilizou 9.543 casos positivos e 21 mortes em 2024. Em 2025, foram 3.179 confirmações e cinco óbitos. Neste ano, até 5 de maio, Araxá soma 253 casos confirmados de dengue e nenhum óbito. Embora sejam transmitidas pelo mosquito Aedes aegypti e apresentem sintomas iniciais parecidos, dengue e chikungunya possuem diferenças importantes. Nos primeiros dias, as duas doenças podem causar febre alta, dor no corpo, dor de cabeça e mal-estar. A diferença está na evolução dos quadros. A dengue costuma apresentar sintomas mais agudos e temporários, mas também pode evoluir para formas graves, com risco de hemorragias e comprometimento de órgãos. Já a chikungunya chama atenção pelas dores articulares intensas, que podem permanecer por meses e até se tornar crônicas mesmo após a recuperação do paciente. A referência técnica em arboviroses da Vigilância Epidemiológica, Eloísa Lilian Lopes, explica que a semelhança entre os sintomas dificulta a identificação nos primeiros atendimentos. “Quando o paciente está nos dias iniciais, o médico muitas vezes não consegue identificar de imediato se é dengue ou chikungunya, porque os sintomas são muito parecidos. Na maioria dos casos, a dengue apresenta um quadro mais agudo e temporário. Já a chikungunya pode evoluir em diferentes fases e, em alguns pacientes, causar complicações principalmente em idosos, crianças e pessoas com comorbidades”, alerta. A principal forma de diferenciar as doenças é por meio do exame laboratorial, que deve ser coletado preferencialmente até o quinto dia após o início dos sintomas. O material é encaminhado para análise na Fundação Ezequiel Dias, em Belo Horizonte, e o exame é disponibilizado gratuitamente para pacientes que se enquadram nos critérios estabelecidos. De acordo com o encarregado de combate às endemias da Vigilância Ambiental, Paulo Henrique Honorato, o trabalho de combate ao Aedes aegypti é realizado de forma contínua em Araxá para prevenir a transmissão da dengue, zika e chikungunya, já que as três arboviroses possuem o mesmo vetor transmissor. Diante de casos suspeitos ou confirmados de chikungunya, as equipes intensificam imediatamente as medidas de bloqueio.