Ação Social Parte I: Cufa e Marcha Mundial das Mulheres

Dra. Karina Prado - Advogada, Escritora e Palestrante - Instagram:@karinaprado.adv

Jan 9, 2026 - 12:37
Jan 15, 2026 - 11:37
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Ação Social Parte I: Cufa e Marcha Mundial das Mulheres

Neste mês de janeiro, como a advogada está de férias, escreverei sobre as instituições que ajudo, começando pelas ações desenvolvidas pela querida Marisa Rufino, cujo trabalho apoio há 11 anos.

Marisa é Coordenadora da CUFA (Central única das Favelas), afro empreendedora, turbancista, recreadora, artesã, carnavalesca, curadora da exposição Muros Invisíveis do 10.º Fliaraxá e teve participação na 1ª websérie da CBMM em 2022 “Pessoas que Transformam”!

Ela realiza um belíssimo e importante trabalho à frente da CUFA na cidade de Araxá, ajudando várias famílias em situação de vulnerabilidade de forma consciente. Participa de várias ações sociais como a Mesa da gentileza, Pizza do bem em prol da educação e Festival do Sorvete em prol da Associação Casa de Luiza.

Também empreende no Turbantes da Preta, que valoriza a beleza da mulher afro, a história e o calor da mulher negra, fazendo um paralelo do turbante com a coroa.

Além disto possui o Bloco de Carnaval Preta Preta Pretinha desde 2017 dado a necessidade de colocar as pretas em evidência.

Em novembro de 2025, liderou por Araxá, um dos mais potentes movimentos políticos do país: a Marcha Nacional das Mulheres Negras. onde cerca de 200 mulheres negras do Triângulo Mineiro e do Alto Paranaíba seguiram juntas rumo à capital federal, reafirmando uma trajetória coletiva de luta, fé, resistência e construção de futuros possíveis.

Essas mulheres vêm de quilombos, comunidades rurais e periferias urbanas. São trabalhadoras, mães, cuidadoras, lideranças comunitárias e guardiãs da ancestralidade afro-brasileira. Em seus corpos e vozes, carregam as marcas e as potências de quem sustenta o Brasil real, apesar das desigualdades estruturais que insistem em atravessar suas vidas. Marchar, para elas, não é apenas um ato simbólico, mas um gesto político profundo, que reivindica direitos, reparações históricas e o Bem Viver como horizonte civilizatório.

Todas marcham por reparações e pelo Bem Viver, conectadas a uma mobilização ainda maior: estima-se que cerca de 300 mil mulheres, vindas de diversas regiões do Brasil e do mundo, participarão da Marcha Nacional das Mulheres Negras 2025.

A presença do Triângulo e do Alto Paranaíba também se expressa na formação política e na articulação internacional. Marisa, uma das participantes, foi selecionada pelo Instituto Alziras para uma formação política sobre a presença e o papel das mulheres negras na política institucional, realizada na Câmara dos Deputados, na sala da Secretaria da Mulher. Além disso, participou de atividades da ALBA e da Marcha Mundial das Mulheres, dialogando com mulheres negras de diversos países africanos, ampliando redes, saberes e estratégias de luta.

Apoiar essa mobilização é assumir um compromisso com a justiça social, a democracia e a reparação histórica. A Marcha Nacional das Mulheres Negras não é apenas um evento: é um chamado à responsabilidade coletiva e à construção de um país mais justo para todas e todos.

Marisa Rufino é uma mulher que tem minha admiração, possui colo e olhar aconchegante, uma esperança infinita e uma garra de leoa.

 

Dra. Karina Prado Dra. Karina Prado é pós-graduada em Direito pela UFU, com MBA em Gestão pela FGV e certificação Ancord da CVM. Membra das Comissões Estaduais de Sucessões OAB MG, de Planej Sucessório e Holdings OAB SP e Dirigente da Comissão da Mulher Advogada OAB de Uberlândia. Premiada por anos seguidos na área de atuação em Araxá e região. Colunista Jurídica em Jornal, Rádio e Revista. Palestrante, autora de livros e artigos científicos jurídicos, idealizadora e proprietária da Editora Prado. Empreendedora Social e Co-founder da Roda de Empreendedorismo com Elas que impactou mais de 5000 mulheres. Instagram: @karinaprado.adv