Primeiro LIRAa de 2026 aponta média infestação do Aedes aegypti em Araxá
O primeiro Levantamento de Índice Rápido do Aedes aegypti (LIRAa) de 2026 realizado em Araxá apontou índice predial de 3,4, classificando o município em média infestação. As análises foram realizadas entre os dias 5 e 9 de janeiro, período em que foram vistoriados 2.384 imóveis, com 74 residências positivas para focos do mosquito Aedes aegypti e 100 depósitos com presença de larvas. De acordo com os parâmetros do Ministério da Saúde para o LIRAa, índices menores que 1% indicam baixa infestação, entre 1% e 3,9% média infestação, e acima de 3,9% alta infestação. Os bairros com maior predominância de focos foram, respectivamente, Centro, Pedra Azul e Novo Horizonte. Já os principais tipos de depósitos encontrados foram vasos de plantas, pneus, tambores, latas, recipientes plásticos, bebedouros de animais e lixos diversos, todos considerados passíveis de eliminação dentro das próprias residências. Segundo o supervisor dos Agentes de Endemias da Vigilância Ambiental, Paulo Henrique Honorato, o resultado acende a preocupação para um possível aumento de casos.
“O índice predial de 3,4 indica que já temos presença significativa do vetor e estamos em um nível de média infestação. Os focos continuam sendo encontrados em recipientes comuns, como vasos de plantas, pneus, tambores e bebedouros de animais. Não são locais de difícil acesso, o que acende o alerta para a necessidade de cuidados mais redobrados. O período chuvoso exige ainda mais atenção”, ressalta. De acordo com a Vigilância Epidemiológica, neste ano, até o dia 13 de janeiro, foram registrados quatro casos de dengue em Araxá.
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