A memória da mulher através da literatura
Dra. Karina Prado - Advogada, Escritora e Palestrante - Instagram:@karinaprado.adv
Nesta semana, falarei sobre o Tema da Mesa que mediei no Fliaraxá: “A Memória da Mulher através da Literatura”, tema que escolhi por ser extremamente necessário, visto que aprendemos com a História.
Na ocasião, a Escritora Idelma da Costa, que é autora de 4 Livros, falou sobre sua visão sobre como a Mulher tem se posicionado na História através da Literatura, ela cita a escritora Cecília Meireles e fala que começou a escrever através da dor, usando a Literatura para “sanar” esta dor, como uma forma de cura e formação.
Já a Coach Mirthes Mirian, que é autora de 2 livros, trouxe a visão da Mulher Negra dentro da História, citando a primeira autora negra brasileira, Maria Firmina Reis que em 1859 escreveu sua primeira obra, tendo somente 200 anos, sendo que Pero Vaz de Caminha já escrevia em 1500, citando também outras autoras negras.
A Psicóloga focada em mulheres, Carol Montoro, autora de livro e e-book trouxe o avanço da Mulher na história dentro da Psicologia e do empoderamento feminino, onde a mulher traz a busca do conhecimento como validação e busca da liberdade, o que ocorre muitas vezes através da Literatura.
E eu, autora de livro, e-book e artigos científicos jurídicos e Advogada, trouxe os reflexos no aspecto jurídico ao longo da história, pois a questão da Mulher se reflete em todos os setores da sociedade, o literário, psicológico, jurídico, religioso, social ... e a Mulher só veio a ter direitos iguais aos homens como cidadã, a partir da Constituição de 1988, o que ainda é muito recente, tendo somente 36 anos ... o que já fica como um alerta sobre a questão de que não precisam de novas Leis para que as Mulheres tenham direitos iguais, o que precisa é que as mulheres reconheçam o seu papel e sua importância na sociedade.
Acredito que a Literatura seja uma forma de terapia, de desabafar, colocar para fora ... o que ajuda a elaborar; seja quando escrevemos, onde cada palavra escrita seja algo que nos ajude a entender o que está dentro de nós ou seja quando lemos algo com que nos identificamos, gerando empatia e aconchego ao ler.
Que a Literatura continue a nos contar a história não só de fatos, mas de emoções ao longo da história e que cada vez mais pessoas e não I.A. (Inteligência Artificial) queiram perpetuar suas trajetórias, sentimentos, medos e conquistas, para que estas sirvam de inspiração e aprendizado para a próximas gerações.





