O Dia do Advogado
Dra. Karina Prado - Advogada, Escritora e Palestrante - Instagram:@karinaprado.adv
No dia 11 do mês de agosto se comemora o Dia do Advogado, um profissional essencial para que se mantenha o equilíbrio entre as partes, pois ser advogado é mais do que exercer uma profissão: é assumir o dever permanente de ser guardião dos direitos e da dignidade humana.
No Brasil, a data remonta à criação dos primeiros cursos jurídicos no país, em 1827, nas cidades de Olinda e São Paulo. Mais do que uma homenagem, a ocasião convida à reflexão sobre o papel da advocacia na construção da sociedade e na preservação do Estado Democrático de Direito.
A advocacia é função essencial à Justiça, como consagrado no artigo 133 da Constituição Federal, que proclama o advogado como “indispensável à administração da justiça”. Tal reconhecimento não é meramente simbólico: trata-se do reconhecimento de que, sem a atuação profissional que assegura a defesa técnica do cidadão, não há efetividade nos direitos nem equilíbrio nas relações jurídicas.
A história brasileira demonstra a importância do advogado como agente transformador. Desde a luta pela independência, passando pela defesa das liberdades durante períodos autoritários, até a atuação em temas atuais; os advogados têm sido protagonistas na consolidação das garantias democráticas.
E para encerrar esta coluna onde escrevo sobre a classe que me orgulha em fazer parte, compartilharei um trecho do meu Discurso de Solenidade:
A conquista de um lugar nos quadros da OAB, não é uma mera certificação profissional, pois temos a nobre missão de através do nosso ofício garantirmos à Sociedade: o Patrimônio, o Sustento, a Dignidade, a Liberdade e a Paz.
O advogado presta um serviço de utilidade pública, exercendo uma importante função social, sendo indispensável à manutenção da Justiça e sendo nós os profissionais que postulam no Juízo, ou fora dele para assegurar a observância de direitos universais, tendo assim a árdua e nobre função de manter a Constituição Federal e a justa aplicação da Lei.
Que a Justiça norteie mais do que a nossa atuação profissional, mas a nossa vida, já que a mesma é o equilíbrio entre o Direito e o Dever e que façamos jus ao espaço que ocupamos na sociedade e à classe que pertencemos.
Que a nossa vontade de fazer e manter a Justiça, transcenda o Judiciário, mas que sejamos exemplos, para que a sociedade busque em nós, mais do que confiança na devida aplicação das leis, mas exemplos de Cidadãos.
Que nosso trabalho seja conduzido pela Informação levada pela Oratória de forma clara, objetiva, segura e convincente, buscando na conciliação, mediação e contencioso a dissolução de conflitos, evitando desta forma, a morosidade no Judiciário e alcançando a celeridade.
Que em nossa atuação, possamos informar, defender e representar a Sociedade no que a mesma precisa, para que assim, possamos inspirar as pessoas dos dias de hoje e das próximas gerações de serem justas e de quererem fazer Justiça, contribuindo desta forma para a manutenção do prestígio e respeito da classe e deixando assim, um legado em nome do Profissional do Direito.
Que a chama do sonho de fazer Justiça e manter o equilíbrio entre as partes que nos fez escolher o Direito como Profissão não se apague e sim resplandeça dentro de cada um de nós.
Que o Juramento feito hoje seja mais do que uma formalidade exigida em uma solenidade, mas que seja nossa realidade de princípios intrínsecos.
Qual é a sua reação?


